Entenda como funciona o processo de guarda após a separação

processo de guarda

Quando os pais se separam, uma das questões que mais geram dúvidas ou desentendimentos é a guarda das crianças. A guarda dos filhos pode ser definida em comum acordo entre os pais, como geralmente acontece em casos de divórcio consensual. No entanto, quando os pais estão em desacordo sobre a tutela, a responsabilidade de definir quem será o detentor da guarda passa a ser do juiz.

Antigamente, na maioria dos casos de processo de guarda, a mãe ficava com a tutela dos filhos. No entanto, o cenário atual é bem diferente e continua mudando. De acordo com o Código Civil Brasileiro, a guarda dos filhos pode ser alternada, unilateral ou compartilhada. Lembrando que a decisão da guarda não é definitiva e que o processo pode ser revisado a qualquer momento.

Veja a seguir alguns dos tipos de guarda que existem no Brasil.

-Guarda Unilateral: este tipo de guarda é atribuído a apenas um dos pais. Aquele que não viver no mesmo local que o filho tem seus direitos garantidos, como por exemplo, a visitação. Porém, é preciso cumprir algumas regras, como a do pagamento de pensão alimentícia. Todos os compromissos e responsabilidades são definidos pelo juiz, levando sempre em consideração  o bem estar da criança.

-Guarda Compartilha: nessa modalidade, tanto o pai como a mãe têm os mesmos direitos e deveres com a criança. A responsabilidade com a educação e o desenvolvimento do filho é dividida, assim como todas as despesas geradas com a sua criação. O filho mora apenas com um dos pais, porém, não há regulamentação de visitas e também não há limitação de acesso à criança.

-Guarda Alternada: esta guarda é pouco utilizada, e visa mais o interesse dos pais do que dos filhos. Na guarda alternada o tempo de permanência da criança entre as residências dos pais é dividido.

Em um processo de guarda, a vontade da criança quanto a morar com a mãe ou com o pai também é considerada, desde que o filho tenha idade para entender o que está acontecendo. Geralmente essa idade costuma ser a partir dos 12 anos, e além desse fator outros pontos são avaliados para a decisão, como melhores condições de criação, afeto, saúde, segurança e educação.

O término da guarda acontece quando a criança completa 18 ou 16 anos no caso de emancipação. Até este momento, o termo do acordo firmado deve ser cumprido, e caso aconteça alguma dificuldade na obtenção dos direitos será necessário entrar com uma ação para garantir o cumprimento do acordo judicial.

A orientação de um advogado especializado também é essencial para o sucesso de um processo de guarda após separação. Não é nem um pouco recomendável tomar decisões por conta própria, uma vez que atitudes como essa podem causar o descumprimento do acordo e trazer sérias consequências. É por esse motivo que o processo de guarda deve ser sempre acompanhado por um advogado especializado, como os profissionais do nosso escritório de advocacia. Então não deixe de entrar em contato conosco caso queira esclarecer outras dúvidas sobre processo de guarda e continue nos acompanhando para ler outras matérias como essa.

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